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24 de maio de 2013
15 de maio de 2013
LANÇAMENTO DE LIVRO -CONVITE
A jornalista e fotógrafa Cris Berger, escolheu o Garimpos do Interior para configurar entre os melhores lugares do bairro, no livro 101 Lugares para se conhecer na Lapa.
Quem curtir e puder ir, estaremos no Shopping JK, segue convite.
3 de maio de 2013
1 de maio de 2013
12 de abril de 2013
3 de abril de 2013
19 de março de 2013
6 de março de 2013
1 de março de 2013
25 de fevereiro de 2013
22 de fevereiro de 2013
NOVAS CAIPIRINHAS
NESTE FIM DE SEMANA TEREMOS NOVAS
CAIPIRINHAS NO GARIMPOS, FEITAS PELO NOVO BARTENDER
“JACK” ; NOME AMERICANO COM ALMA CAIPIRA.
7 de fevereiro de 2013
NOVO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
Caros clientes,
Estamos funcionando com novo horário:
terça a
sábado
das 12:00h às 19:00h
domingos
e feriados das 12:00h às 18:00h
24 de janeiro de 2013
23 de janeiro de 2013
ARROZ VERMELHO COM SUÃ - CRUZEIRO
Cruzeiro nasceu da
ferrovia que ligava três estados (São Paulo,
Minas Gerais
e Rio de
Janeiro), ferrovia esta que era importante para o escoamento da
produção de café,
assim se desenvolveu a beira da estrada de ferro,e com a chegada dos migrantes
mineiros e paulistas Cruzeiro foi crescendo.
Nosso prato dessa semana
na viagem pelo Vale do Paraiba é O Arroz
Vermelho com Suã, uma iguaria da Cidade de Cruzeiro herança das tropas que
cruzavam o sudeste e o caminho do Ouro.
Esse cereal hoje já não é mais plantado é considerado
praga – tem um alto grau de infestação na cultura do arroz branco (eles são
plantados juntos), obrigando os
apreciadores a importar de outras cidades, assim mantendo a tradição
Já o Suã
nada mais é do que a coluna vertebral do porco, nela encontra-se uma pequena
parte de lombo é com essa mistura que se prepara o Arroz Vermelho com Suã
18 de janeiro de 2013
São Luiz de Paraitinga
Mais uma cidade da culinária caipira e
tropeira, São Luiz do Paraitinga, fundada em 1769 e elevada a Vila em 1773.
Pratos simples e rústicos surgiram com a
fusão das culturas indígenas e africanas,e foi essa mistura boa que podemos saborear
hoje por exemplo : Canjiquinha com Costela de Porco, feijão tropeiro,galinha
caipira e tantos outros.
Nossa viagem dessa semana a São Luiz do Paraitinga vamos ver a
Canjiquinha com Costela de Porco e para os apreciadores de Cachaça não podemos
deixar de lado a de Mato Dentro.
A canjiquinha é um prato inspirado na
feijoada dos antigos escravos, onde utilizavam
o resto do porco para fazer o feijão mais gostoso e conhecido da
história. Já na canjiquinha os pedaços de milho é que se transformaram para
suprir a fome na época, e hoje fazem desse prato um sucesso.
Para abrir o apetite dessa iguaria que tal
uma cachaça Mato Dentro? Pois vamos a ela:
A fabricação da cachaça Mato Dentro começa
com a maneira como a cana-de-açucar é plantada, a espera da colheita também
influencia muito na qualidade. O processo artesanal da Mato Dentro é o que
garante essa qualidade e sabor amadeirado que prevalece desde de 1976.
10 de janeiro de 2013
26 de dezembro de 2012
Nova receita nas Bancas
Já nas bancas de jornal a Revista Prazeres da Mesa (dezembro/2012), com o prato Guizado de Feijão Manteiga com Rabada Defumada e Cural de Milho Fresco, confiram
Começou o passeio do Garimpos pela tradicional cozinha do Interior de São Paulo
fogado de paraibuna
Receita original é declarada Patrimônio Histórico-Cultural da cidade
Virgínia Brandão
O "Afogado" é um prato típico da região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, feito a base a base de carne e servido com farinha de mandioca e arroz branco. A receita varia de cidade para cidade, muitas delas incluindo legumes.
Mas em Paraibuna, o Afogado tem outro nome, é Fogado e além de ser o prato mais tradicional da cidade, servido em casamentos, festas religiosas e outros eventos importantes é, também, Patrimônio Histórico-Cultural do Município desde 03 de junho de 2005 quando a receita do 'Fogado Paraibuna foi assim oficializada por força de um decreto Municipal.
A oficialização visou preservar as tradições e costumes locais e alavancar o turismo gastronômico da cidade. O pesquisador e culinarista João Rural, que fez a pesquisa do prato, ressalta "que a receita antiga difere de todas as receitas de outras cidades" , lembra ndo ainda que o Fogado é um dos cinco pratos típicos do Estado, classificado pelo Guia 4 Rodas.
O Conselho Municipal de Turismo de Paraibuna vem realizando vai realizar um trabalho de divulgação na imprensa nacional e conscientização dos restaurantes locais, para que passem a usar a receita original. O Comtur irá orientar a preparação do prato e também fornecer um selo para o restaurante que adotar a receita. em seu cardápio.
História do Fogado Paraibuna
A receita remonta a meados do século 19, mas se popularizou mesmo a partir de 1920/30, com a chegada do gado leiteiro à região de Paraibuna, dando um novo impulso à cidade que vivera o seu apogeu de luxo e riqueza durante o ciclo do café, . Pela pesquisa junto a antigos cozinheiros e depoimentos de moradores, o Fogado nasceu muito simples.
Naquela época, os bois eram usados para puxar carros-de-bois e as vacas eram mortas muito velhas, consequente mente, a carne era muito dura. Quando matavam as vacas, faziam a carne-seca para guardar e também conservar e amolecer no sal. Davam, então, as pernas e mãos inteiras dos animais para os empregados, que inicialmente eram os escravos. As peças eram cortadas em pedaços e colocadas em grandes panelões para cozinhar somente com sal. Ali, ficava a noite toda "afogado" em fogo brando, para amolecer.
Com certeza, vem daí o nome "afogado". Um detalhe é que o prato não tinha gordura, somente o mocotó e o tutano do osso, que dá um sabor especial. Depois vinha um tempero a base de alho com sal, urucum (colorau) cheiro verde, alfavaca e a hortelã pimenta. Herança dos negros que sabiam que essas duas plantas ajudavam na digestão da comida, principalmente para as crianças.
Durante pelo menos 70 anos, até falecer em 1983, o popular Manezinho ( Manoel Stábile) vendeu no Mercado Municipal de Paraibuna um Fogado semelhante a esta receita. Para facilitar , ele retirava as carnes, cortava os ossos e colocava no fundo da panela, para não queimar a carne. Por cima colocava os pedaços de carne. O resto era semelhante.
O depoimento do Sr. Sebastião Benjamim, que faleceu com 104 anos em 2001, confirma a história da origem do prato. Ele afirmava que: "meu pai, José Antonio Cassiano que morava no Bairro do Bragança, comprava as velhas vacas nas fazendas da Fartura. Levava até o bairro e matava. Vendia um pouco de carne fresca, fazia a carne-seca e com as pernas fazia o Fogado. Raspava bem os pelos do osso, retirava o casco e cortava em pedaços, deixando o couro, carne e osso juntos. Colocava num panelão de ferro, com água e sal e deixava cozinhando em fogo baixo a noite toda. No outro dia, retirava os pedaços de ossos e temperava a carne com o colorau, alho, hortelã e alfavaca. Tava pronto para comer, fazendo um pirão com farinha de mandioca."
Quando do aumento do rebanho bovino, o Fogado ganhou o interesse dos políticos, por ocasião das eleições. Mas aí, como era muita gente para comer, acabaram cozinhando a vaca quase inteira, começando uma transformação na receita original, sendo a principal, o uso de carnes mais gordurosas e mais moles. Depois vieram as festas religiosas, onde se mata até 30 vacas para servir ao povo. Novamente mais elementos entraram no prato, como a batata, o macarrão e a mandioca.
Mas em Paraibuna, o Afogado tem outro nome, é Fogado e além de ser o prato mais tradicional da cidade, servido em casamentos, festas religiosas e outros eventos importantes é, também, Patrimônio Histórico-Cultural do Município desde 03 de junho de 2005 quando a receita do 'Fogado Paraibuna foi assim oficializada por força de um decreto Municipal.
A oficialização visou preservar as tradições e costumes locais e alavancar o turismo gastronômico da cidade. O pesquisador e culinarista João Rural, que fez a pesquisa do prato, ressalta "que a receita antiga difere de todas as receitas de outras cidades" , lembra ndo ainda que o Fogado é um dos cinco pratos típicos do Estado, classificado pelo Guia 4 Rodas.
O Conselho Municipal de Turismo de Paraibuna vem realizando vai realizar um trabalho de divulgação na imprensa nacional e conscientização dos restaurantes locais, para que passem a usar a receita original. O Comtur irá orientar a preparação do prato e também fornecer um selo para o restaurante que adotar a receita. em seu cardápio.
História do Fogado Paraibuna
A receita remonta a meados do século 19, mas se popularizou mesmo a partir de 1920/30, com a chegada do gado leiteiro à região de Paraibuna, dando um novo impulso à cidade que vivera o seu apogeu de luxo e riqueza durante o ciclo do café, . Pela pesquisa junto a antigos cozinheiros e depoimentos de moradores, o Fogado nasceu muito simples.
Naquela época, os bois eram usados para puxar carros-de-bois e as vacas eram mortas muito velhas, consequente mente, a carne era muito dura. Quando matavam as vacas, faziam a carne-seca para guardar e também conservar e amolecer no sal. Davam, então, as pernas e mãos inteiras dos animais para os empregados, que inicialmente eram os escravos. As peças eram cortadas em pedaços e colocadas em grandes panelões para cozinhar somente com sal. Ali, ficava a noite toda "afogado" em fogo brando, para amolecer.
Com certeza, vem daí o nome "afogado". Um detalhe é que o prato não tinha gordura, somente o mocotó e o tutano do osso, que dá um sabor especial. Depois vinha um tempero a base de alho com sal, urucum (colorau) cheiro verde, alfavaca e a hortelã pimenta. Herança dos negros que sabiam que essas duas plantas ajudavam na digestão da comida, principalmente para as crianças.
Durante pelo menos 70 anos, até falecer em 1983, o popular Manezinho ( Manoel Stábile) vendeu no Mercado Municipal de Paraibuna um Fogado semelhante a esta receita. Para facilitar , ele retirava as carnes, cortava os ossos e colocava no fundo da panela, para não queimar a carne. Por cima colocava os pedaços de carne. O resto era semelhante.
O depoimento do Sr. Sebastião Benjamim, que faleceu com 104 anos em 2001, confirma a história da origem do prato. Ele afirmava que: "meu pai, José Antonio Cassiano que morava no Bairro do Bragança, comprava as velhas vacas nas fazendas da Fartura. Levava até o bairro e matava. Vendia um pouco de carne fresca, fazia a carne-seca e com as pernas fazia o Fogado. Raspava bem os pelos do osso, retirava o casco e cortava em pedaços, deixando o couro, carne e osso juntos. Colocava num panelão de ferro, com água e sal e deixava cozinhando em fogo baixo a noite toda. No outro dia, retirava os pedaços de ossos e temperava a carne com o colorau, alho, hortelã e alfavaca. Tava pronto para comer, fazendo um pirão com farinha de mandioca."
Quando do aumento do rebanho bovino, o Fogado ganhou o interesse dos políticos, por ocasião das eleições. Mas aí, como era muita gente para comer, acabaram cozinhando a vaca quase inteira, começando uma transformação na receita original, sendo a principal, o uso de carnes mais gordurosas e mais moles. Depois vieram as festas religiosas, onde se mata até 30 vacas para servir ao povo. Novamente mais elementos entraram no prato, como a batata, o macarrão e a mandioca.
Fonte: Prefeitura de Paraibuna
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