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26 de dezembro de 2012

Nova receita nas Bancas

Já nas bancas de jornal a Revista Prazeres da Mesa (dezembro/2012), com o prato Guizado de Feijão Manteiga com Rabada Defumada e Cural de Milho Fresco, confiram

Começou o passeio do Garimpos pela tradicional cozinha do Interior de São Paulo

fogado de paraibuna
Receita original é declarada Patrimônio Histórico-Cultural da cidade

Virgínia Brandão
O "Afogado" é um prato típico da região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, feito a base a base de carne e servido com farinha de mandioca e arroz branco. A receita varia de cidade para cidade, muitas delas incluindo legumes.

Mas em Paraibuna, o Afogado tem outro nome, é Fogado e além de ser o prato mais tradicional da cidade, servido em casamentos, festas religiosas e outros eventos importantes é, também, Patrimônio Histórico-Cultural do Município desde 03 de junho de 2005 quando a receita do 'Fogado Paraibuna foi assim oficializada por força de um decreto Municipal.

A oficialização visou preservar as tradições e costumes locais e alavancar o turismo gastronômico da cidade. O pesquisador e culinarista João Rural, que fez a pesquisa do prato, ressalta "que a receita antiga difere de todas as receitas de outras cidades" , lembra ndo ainda que o Fogado é um dos cinco pratos típicos do Estado, classificado pelo Guia 4 Rodas.

O Conselho Municipal de Turismo de Paraibuna vem realizando vai realizar um trabalho de divulgação na imprensa nacional e conscientização dos restaurantes locais, para que passem a usar a receita original. O Comtur irá orientar a preparação do prato e também fornecer um selo para o restaurante que adotar a receita. em seu cardápio.

História do Fogado Paraibuna
A receita remonta a meados do século 19, mas se popularizou mesmo a partir de 1920/30, com a chegada do gado leiteiro à região de Paraibuna, dando um novo impulso à cidade que vivera o seu apogeu de luxo e riqueza durante o ciclo do café, . Pela pesquisa junto a antigos cozinheiros e depoimentos de moradores, o Fogado nasceu muito simples.

Naquela época, os bois eram usados para puxar carros-de-bois e as vacas eram mortas muito velhas, consequente mente, a carne era muito dura. Quando matavam as vacas, faziam a carne-seca para guardar e também conservar e amolecer no sal. Davam, então, as pernas e mãos inteiras dos animais para os empregados, que inicialmente eram os escravos. As peças eram cortadas em pedaços e colocadas em grandes panelões para cozinhar somente com sal. Ali, ficava a noite toda "afogado" em fogo brando, para amolecer.

Com certeza, vem daí o nome "afogado". Um detalhe é que o prato não tinha gordura, somente o mocotó e o tutano do osso, que dá um sabor especial. Depois vinha um tempero a base de alho com sal, urucum (colorau) cheiro verde, alfavaca e a hortelã pimenta. Herança dos negros que sabiam que essas duas plantas ajudavam na digestão da comida, principalmente para as crianças.

Durante pelo menos 70 anos, até falecer em 1983, o popular Manezinho ( Manoel Stábile) vendeu no Mercado Municipal de Paraibuna um Fogado semelhante a esta receita. Para facilitar , ele retirava as carnes, cortava os ossos e colocava no fundo da panela, para não queimar a carne. Por cima colocava os pedaços de carne. O resto era semelhante.

O depoimento do Sr. Sebastião Benjamim, que faleceu com 104 anos em 2001, confirma a história da origem do prato. Ele afirmava que: "meu pai, José Antonio Cassiano que morava no Bairro do Bragança, comprava as velhas vacas nas fazendas da Fartura. Levava até o bairro e matava. Vendia um pouco de carne fresca, fazia a carne-seca e com as pernas fazia o Fogado. Raspava bem os pelos do osso, retirava o casco e cortava em pedaços, deixando o couro, carne e osso juntos. Colocava num panelão de ferro, com água e sal e deixava cozinhando em fogo baixo a noite toda. No outro dia, retirava os pedaços de ossos e temperava a carne com o colorau, alho, hortelã e alfavaca. Tava pronto para comer, fazendo um pirão com farinha de mandioca."

Quando do aumento do rebanho bovino, o Fogado ganhou o interesse dos políticos, por ocasião das eleições. Mas aí, como era muita gente para comer, acabaram cozinhando a vaca quase inteira, começando uma transformação na receita original, sendo a principal, o uso de carnes mais gordurosas e mais moles. Depois vieram as festas religiosas, onde se mata até 30 vacas para servir ao povo. Novamente mais elementos entraram no prato, como a batata, o macarrão e a mandioca.

Fonte: Prefeitura de Paraibuna

20 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL

QUERIDOS AMIGOS,

Estamos finalizando 2012 com muitas alegrias e conquistas maravilhosas.O esforço está sendo compensado todos os dias.Agradeço a todos que compartilharam com a concretização de um sonho que é o "GARIMPOS DO INTERIOR". Muito obrigada!

                               FELIZ NATAL!  QUE VENHA 2013 REPLETO DE MUITAS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES PARA TODOS.

Grande abraço!
Equipe Garimpos do Interior

FELIZ NATAL

QUERIDOS AMIGOS,

Estamos finalizando 2012 com muitas alegrias e conquistas maravilhosas.O esforço está sendo compensado todos os dias.Agradeço a todos que compartilharam com a concretização de um sonho que é o "GARIMPOS DO INTERIOR". Muito obrigada!

                               FELIZ NATAL!  QUE VENHA 2013 REPLETO DE MUITAS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES PARA TODOS.

Grande abraço!
Equipe Garimpos do Interior

17 de dezembro de 2012

Viagem Gastronômica - São Paulo

Semana que vem o Garimpos do Interior vai começar uma viagem deliciosa por São Paulo, com pratos que valem a pena conhecer

Aguardem

8 de dezembro de 2012

Sexta, 07/12/2012

‘Garimpos do Interior’ tem cardápio que passeia por cozinha paulista do interior e também caiçara


Um dos pratos principais são cortes da carne de porco.

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Leia mais: http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/comida/2012/12/07/GARIMPOS-DO-INTERIOR-TEM-CARDAPIO-QUE-PASSEIA-POR-COZINHA-PAULISTA-DO-INTERIOR-E-TA.htm#ixzz2EVJrCzKM

5 de dezembro de 2012

GARIMPOS NA JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO POR JOSIMAR MELO


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Alessandro Shinoda/Folhapress
Vaca atolada servida com arroz, couve, banana e farofa de soja
 

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05/12/2012 - 04h03
Garimpos do Interior recupera cozinha caipira
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JOSIMAR MELO
CRÍTICO DA FOLHA
A comida brasileira com que o paulista mais se identifica não é típica da capital, mas do interior do Estado, ou de Minas Gerais -para onde migrou desde a época dos bandeirantes. É a que se come no Garimpos do Interior.
Ainda assim, a chef e sócia Angelita Gonzaga não é de nenhuma dessas regiões. Nascida há 46 anos em Vitória (ES), a artista plástica teve seu primeiro bar, e depois uma churrascaria, em Natal (RN), na década de 90.

Ela morou em várias cidades e regiões do Brasil, inclusive em Minas; em São Paulo ela está há oito anos, mas só agora, em sociedade com a amiga Jorgina Guimarães, resolveu montar um novo negócio, aberto no começo do ano.
O Garimpos do Interior vale a visita. É um lugar simples, de cadeiras de madeira dura, mesas ao ar livre às vezes atingidas por uma nesga incômoda de sol, sem manobristas (e cercado de ladeiras cruéis a enfrentar depois do repasto). Mas a comida vale a pena.
O cardápio é de pratos tradicionais, mas Angelita não se limita a reproduzir receitas consagradas, colocando a mão em vários detalhes.
Um exemplo prosaico é o café: de coador (de pano, como se deve!), trazido à mesa com água, pó e açúcar separados, para que cada um o prepare na sua medida.
Mas o exemplo mais gritante é o substancioso "pouco diferente", prato que prende o olhar quando passa no salão. Para três pessoas, é um corte transversal do porco, abrangendo a costela, o lombo e a barriga pururucada, acompanhado de arroz, feijão, couve, farofa e molho.
Sim, é basicamente um leitão tradicional, mas a amplitude do corte é especialmente atraente e original. Sim, uma cuidadosa investigação de técnicas de um chef multiestrelado proporcionaria cozimentos ligeiramente diferentes a cada seção do corte, para que cada um chegasse no seu ponto ideal.
Mas a média obtida pela chef é mais do que satisfatória e a iniciativa de conseguir uma abordagem original da receita tradicional já é digna de aplauso.
Alessandro Shinoda/Folhapress



Ambiente do restaurabte Garimpos do Interior

E a cozinha manda bem na hora de fazer o pastel de angu (com recheio de carne ou queijo) bem sequinho e crocante; ou no detalhe de servir uma couve bem refogada mas ainda crocante; e por aí vai, interior afora.
Do Vale do Paraíba ele traz uma rabada cozida com batata-doce e batata inglesa, agrião ou ora-pro-nóbis, acompanhada de arroz, angu, feijão e farofa.
E tem ainda a galinhada caipira (aos domingos) feita com arroz e açafrão. O tutu à mineira; o leitão na lata; e, claro, aos sábados, a feijoada (com feijão-manteiga, e não o preto).
GARIMPOS DO INTERIOR
Endereço r. Marco Aurélio, 201, V. Romana, tel 0/xx/11/2339-5008
Funcionamento qua. a sex., das 12h às 22h; sáb., das 12h às 19h; dom. e feriados, das 12h às 18h
Ambiente as mesas se espalham pelos cômodos e quintal de uma residência adaptada, num clima bem de casa do interior
Serviço vai no ritmo de uma casa simples, mas com a equipe se esforçando bem
Vinhos a carta é na verdade de cachaças, com boas opções
Cartões D, M e V
Preços entradas, de R$ 8,50 a R$ 24; pratos, de R$ 24,90 a R$ 73; porções, de R$ 3,20 a R$ 9; sobremesas, de R$ 9,50 a R$ 14,50