Cruzeiro nasceu da
ferrovia que ligava três estados (São Paulo,
Minas Gerais
e Rio de
Janeiro), ferrovia esta que era importante para o escoamento da
produção de café,
assim se desenvolveu a beira da estrada de ferro,e com a chegada dos migrantes
mineiros e paulistas Cruzeiro foi crescendo.
Nosso prato dessa semana
na viagempelo Vale do Paraiba é O Arroz
Vermelho com Suã, uma iguaria da Cidade de Cruzeiro herança das tropas que
cruzavam o sudeste e o caminho do Ouro.
Esse cerealhoje já não é mais plantado é considerado
praga – tem um alto grau de infestação na cultura do arroz branco (eles são
plantados juntos), obrigando os
apreciadores a importar de outras cidades, assim mantendo a tradição
Jáo Suã
nada mais é do que a coluna vertebral do porco, nela encontra-se uma pequena
parte de lombo é com essa mistura que se prepara o Arroz Vermelho com Suã
Mais uma cidade da culinária caipira e
tropeira, São Luiz do Paraitinga, fundada em 1769 e elevada a Vila em1773.
Pratos simples e rústicos surgiram com a
fusão das culturas indígenas e africanas,e foi essa mistura boa que podemos saborear
hoje por exemplo : Canjiquinha com Costela de Porco, feijão tropeiro,galinha
caipira e tantos outros.
Nossa viagem dessa semanaa São Luiz do Paraitinga vamos ver a
Canjiquinha com Costela de Porco e para os apreciadores de Cachaça não podemos
deixar de lado a de Mato Dentro.
A canjiquinha é um prato inspirado na
feijoada dos antigos escravos, onde utilizavamo resto do porco para fazer o feijão mais gostoso e conhecido da
história. Já na canjiquinha os pedaços de milho é que se transformaramparasuprir a fome na época, e hoje fazem desse prato um sucesso.
Para abrir o apetite dessa iguaria que tal
uma cachaça Mato Dentro? Pois vamos a ela:
A fabricação da cachaça Mato Dentro começa
com a maneira como a cana-de-açucar é plantada, a espera da colheita também
influencia muito na qualidade. O processo artesanal da Mato Dentro é o que
garante essa qualidade e sabor amadeirado que prevalece desde de 1976.
Já nas bancas de jornal a Revista Prazeres da Mesa (dezembro/2012), com o prato Guizado de Feijão Manteiga com Rabada Defumada e Cural de Milho Fresco, confiram
Receita original é declarada Patrimônio Histórico-Cultural da cidade
Virgínia Brandão
O "Afogado" é um prato típico da região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, feito a base a base de carne e servido com farinha de mandioca e arroz branco. A receita varia de cidade para cidade, muitas delas incluindo legumes.
Mas em Paraibuna, o Afogado tem outro nome, é Fogado e além de ser o prato mais tradicional da cidade, servido em casamentos, festas religiosas e outros eventos importantes é, também, Patrimônio Histórico-Cultural do Município desde 03 de junho de 2005 quando a receita do 'Fogado Paraibuna foi assim oficializada por força de um decreto Municipal.
A oficialização visou preservar as tradições e costumes locais e alavancar o turismo gastronômico da cidade. O pesquisador e culinarista João Rural, que fez a pesquisa do prato, ressalta "que a receita antiga difere de todas as receitas de outras cidades" , lembra ndo ainda que o Fogado é um dos cinco pratos típicos do Estado, classificado pelo Guia 4 Rodas.
O Conselho Municipal de Turismo de Paraibuna vem realizando vai realizar um trabalho de divulgação na imprensa nacional e conscientização dos restaurantes locais, para que passem a usar a receita original. O Comtur irá orientar a preparação do prato e também fornecer um selo para o restaurante que adotar a receita. em seu cardápio.
História do Fogado Paraibuna A receita remonta a meados do século 19, mas se popularizou mesmo a partir de 1920/30, com a chegada do gado leiteiro à região de Paraibuna, dando um novo impulso à cidade que vivera o seu apogeu de luxo e riqueza durante o ciclo do café, . Pela pesquisa junto a antigos cozinheiros e depoimentos de moradores, o Fogado nasceu muito simples.
Naquela época, os bois eram usados para puxar carros-de-bois e as vacas eram mortas muito velhas, consequente mente, a carne era muito dura. Quando matavam as vacas, faziam a carne-seca para guardar e também conservar e amolecer no sal. Davam, então, as pernas e mãos inteiras dos animais para os empregados, que inicialmente eram os escravos. As peças eram cortadas em pedaços e colocadas em grandes panelões para cozinhar somente com sal. Ali, ficava a noite toda "afogado" em fogo brando, para amolecer.
Com certeza, vem daí o nome "afogado". Um detalhe é que o prato não tinha gordura, somente o mocotó e o tutano do osso, que dá um sabor especial. Depois vinha um tempero a base de alho com sal, urucum (colorau) cheiro verde, alfavaca e a hortelã pimenta. Herança dos negros que sabiam que essas duas plantas ajudavam na digestão da comida, principalmente para as crianças.
Durante pelo menos 70 anos, até falecer em 1983, o popular Manezinho ( Manoel Stábile) vendeu no Mercado Municipal de Paraibuna um Fogado semelhante a esta receita. Para facilitar , ele retirava as carnes, cortava os ossos e colocava no fundo da panela, para não queimar a carne. Por cima colocava os pedaços de carne. O resto era semelhante.
O depoimento do Sr. Sebastião Benjamim, que faleceu com 104 anos em 2001, confirma a história da origem do prato. Ele afirmava que: "meu pai, José Antonio Cassiano que morava no Bairro do Bragança, comprava as velhas vacas nas fazendas da Fartura. Levava até o bairro e matava. Vendia um pouco de carne fresca, fazia a carne-seca e com as pernas fazia o Fogado. Raspava bem os pelos do osso, retirava o casco e cortava em pedaços, deixando o couro, carne e osso juntos. Colocava num panelão de ferro, com água e sal e deixava cozinhando em fogo baixo a noite toda. No outro dia, retirava os pedaços de ossos e temperava a carne com o colorau, alho, hortelã e alfavaca. Tava pronto para comer, fazendo um pirão com farinha de mandioca."
Quando do aumento do rebanho bovino, o Fogado ganhou o interesse dos políticos, por ocasião das eleições. Mas aí, como era muita gente para comer, acabaram cozinhando a vaca quase inteira, começando uma transformação na receita original, sendo a principal, o uso de carnes mais gordurosas e mais moles. Depois vieram as festas religiosas, onde se mata até 30 vacas para servir ao povo. Novamente mais elementos entraram no prato, como a batata, o macarrão e a mandioca.
Estamos finalizando 2012 com muitas alegrias e conquistas maravilhosas.O esforço está sendo compensado todos os dias.Agradeço a todos que compartilharam com a concretização de um sonho que é o "GARIMPOS DO INTERIOR". Muito obrigada!
FELIZ NATAL! QUE VENHA 2013 REPLETO DE MUITAS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES PARA TODOS.
Estamos finalizando 2012 com muitas alegrias e conquistas maravilhosas.O esforço está sendo compensado todos os dias.Agradeço a todos que compartilharam com a concretização de um sonho que é o "GARIMPOS DO INTERIOR". Muito obrigada!
FELIZ NATAL! QUE VENHA 2013 REPLETO DE MUITAS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES PARA TODOS.
A comida brasileira com que o paulista mais se identifica não é típica da capital, mas do interior do Estado, ou de Minas Gerais -para onde migrou desde a época dos bandeirantes. É a que se come no Garimpos do Interior.
Ainda assim, a chef e sócia Angelita Gonzaga não é de nenhuma dessas regiões. Nascida há 46 anos em Vitória (ES), a artista plástica teve seu primeiro bar, e depois uma churrascaria, em Natal (RN), na década de 90.
Ela morou em várias cidades e regiões do Brasil, inclusive em Minas; em São Paulo ela está há oito anos, mas só agora, em sociedade com a amiga Jorgina Guimarães, resolveu montar um novo negócio, aberto no começo do ano.
O Garimpos do Interior vale a visita. É um lugar simples, de cadeiras de madeira dura, mesas ao ar livre às vezes atingidas por uma nesga incômoda de sol, sem manobristas (e cercado de ladeiras cruéis a enfrentar depois do repasto). Mas a comida vale a pena.
O cardápio é de pratos tradicionais, mas Angelita não se limita a reproduzir receitas consagradas, colocando a mão em vários detalhes.
Um exemplo prosaico é o café: de coador (de pano, como se deve!), trazido à mesa com água, pó e açúcar separados, para que cada um o prepare na sua medida.
Mas o exemplo mais gritante é o substancioso "pouco diferente", prato que prende o olhar quando passa no salão. Para três pessoas, é um corte transversal do porco, abrangendo a costela, o lombo e a barriga pururucada, acompanhado de arroz, feijão, couve, farofa e molho.
Sim, é basicamente um leitão tradicional, mas a amplitude do corte é especialmente atraente e original. Sim, uma cuidadosa investigação de técnicas de um chef multiestrelado proporcionaria cozimentos ligeiramente diferentes a cada seção do corte, para que cada um chegasse no seu ponto ideal.
Mas a média obtida pela chef é mais do que satisfatória e a iniciativa de conseguir uma abordagem original da receita tradicional já é digna de aplauso.
Alessandro Shinoda/Folhapress
Ambiente do restaurabte Garimpos do Interior
E a cozinha manda bem na hora de fazer o pastel de angu (com recheio de carne ou queijo) bem sequinho e crocante; ou no detalhe de servir uma couve bem refogada mas ainda crocante; e por aí vai, interior afora.
Do Vale do Paraíba ele traz uma rabada cozida com batata-doce e batata inglesa, agrião ou ora-pro-nóbis, acompanhada de arroz, angu, feijão e farofa.
E tem ainda a galinhada caipira (aos domingos) feita com arroz e açafrão. O tutu à mineira; o leitão na lata; e, claro, aos sábados, a feijoada (com feijão-manteiga, e não o preto).
GARIMPOS DO INTERIOR Endereço r. Marco Aurélio, 201, V. Romana, tel 0/xx/11/2339-5008 Funcionamento qua. a sex., das 12h às 22h; sáb., das 12h às 19h; dom. e feriados, das 12h às 18h Ambiente as mesas se espalham pelos cômodos e quintal de uma residência adaptada, num clima bem de casa do interior Serviço vai no ritmo de uma casa simples, mas com a equipe se esforçando bem Vinhos a carta é na verdade de cachaças, com boas opções Cartões D, M e V Preços entradas, de R$ 8,50 a R$ 24; pratos, de R$ 24,90 a R$ 73; porções, de R$ 3,20 a R$ 9; sobremesas, de R$ 9,50 a R$ 14,50
Angelita Gonzaga é uma artista plástica que também gosta de cozinhar. Por dois anos, fez de sua casa, na Vila Leopoldina, um ponto de encontro de amigos e amigos dos amigos que iam até lá saborear os seus pratos com receitas inspiradas na culinária interiorana brasileira. Em janeiro deste ano, junto com a médica e sócia Jô Magalhães resolveu transformar o hobby e criaram o o Garimpos do Interior que abre para almoço e jantar de terça a domingo. Os salões, um na entrada e outro no fundo do terreno, que se tornou o preferido dos clientes, têm uma decoração com móveis rústicos e detalhes modernos e muitas peças de artesanato brasileiro por todo o restaurante. A chef diz que “quero com este restaurante, resgatar a comida de raiz”. Capixaba, autodidata, aprendeu a cozinhar com a mãe. O cardápio é variado. De terça a sexta, no almoço, oferece o prato-feito, que chega à mesa com arroz, feijão manteiga, farofa, couve e cinco op��ões de acompanhamentos. Entre os pratos, a Vaca Atolada, costela bovina que cozinha por 18 horas em fogo baixo para ficar no ponto. Tem a versão suína, o Pouco Diferente, que além da costela, tem lombo e panceta, acompanhada de farofa, couve e molho de tangerina com alecrim. Aos sábados, serve feijoada que além das carnes, leva legumes e feijão manteiga. Aos domingos é dia de galinhada. E no último domingo do mês, serve um prato especial que é escolhido pelos clientes. Como boa casa do interior, tem uma cachaçaria com mais de mais de 180 rótulos o salão da frente. As sobremesas seguem o estilo. O pé-de-moleque vem de Piranguinho (MG) ou a cocada de forno com sorvete de tapioca e mel de engenho. Para finalizar, tem café de coador servido na mesa, preparado pelo cliente. “Tem gente que acaba pedindo só para fazer o seu cafezinho”.
Imperdível! Você que vive da gastronomia não pode deixar de participar deste evento. Será um momento histórico na gastronomia mundial. As maiores lideranças da gastronomia das Américas juntas na construção de um novo caminho para as cadeias produtivas. Da terra ao nosso prato.
Um Congresso com esses nomes você não pode perder.
Angelita Gonzaga (Garimpos do Interior, São Paulo, SP)
Nascida em Vitória (ES), Angelita Gonzaga começou a se interessar pela cozinha ainda criança, quando acompanhava a mãe preparando pratos com produtos vindos da roça. Durante 20 anos, morou em várias cidades do país, sempre pesquisando a gastronomia regional. Após 3 anos à frente de um espaço gourmet em sua residência na capital paulista, surgiu a idéia da profissionalização e a vontade de difundir seus conhecimentos. A inauguração do restaurante Garimpos do Interior foi a realização de um sonho. No comando da cozinha, Angelita foca na fartura e na diversidade das culinárias paulista e mineira. Seus pratos têm o sabor da simplicidade.
Angelita Gonzaga (Garimpos do Interior, São Paulo, SP)
Nascida em Vitória (ES), Angelita Gonzaga começou a se interessar pela cozinha ainda criança, quando acompanhava a mãe preparando pratos com produtos vindos da roça. Durante 20 anos, morou em várias cidades do país, sempre pesquisando a gastronomia regional. Após 3 anos à frente de um espaço gourmet em sua residência na capital paulista, surgiu a idéia da profissionalização e a vontade de difundir seus conhecimentos. A inauguração do restaurante Garimpos do Interior foi a realização de um sonho. No comando da cozinha, Angelita foca na fartura e na diversidade das culinárias paulista e mineira. Seus pratos têm o sabor da simplicidade.
Agradeço a todos os amigos e clientes, que colaboraram para mais uma conquista do Garimpos do Interior.Neste mês de setembro somos a capa da revista Menu de gastronomia.